::Comunicados
Perante a polémica fabricada em torno da reivindicaçom da unidade territorial da Galiza
Assim, meios samoranos e galegos, incluídos jornais digitais e em papel, rádios e outros, publicárom numerosas informaçons relativas à suposta recente publicaçom pola nossa organizaçom de um mapa da Galiza que inclui os territórios galegos excluídos polo Estatuto de Autonomia actualmente
Sem grande esperança de que esses mesmos meios dem ocasiom à nossa réplica, expomos à opiniom pública galega as seguintes consideraçons:
1º. O mapa em questom foi, com efeito, editado por NÓS-Unidade Popular, mas nom agora, senom em 2003. Leva, portanto, três anos a ser pública e maciçamente distribuído entre entidades, instituiçons e pessoas interessadas. Devemos acrescentar a boa acolhida que tem tido, com umha distribuiçom efectiva de vários milhares de exemplares, também entre o professorado galego mais consciente e rigoroso, que sabe que o ensino da língua e da história da Galiza ultrapassa a visom quadriprovincial espanhola que hoje constitui a Comunidade Autónoma da Galiza.
2º. O mapa inclui, com efeito, as comarcas galegas além da comunidade autónoma: a Terra Návia-Eu e o Vale de Íbias (administrativamente pertencentes às Astúrias) e o Berzo, a Cabreira e a Seabra (administrativamente adscritas a Castela e Leom). Todos eles territórios tradicional, cultural e lingüisticamente galegos, para além das diversas circunstáncias administrativas que tenhem vivido ao longo da história.
3º. Longe de ser umha proposta alheia às referidas comarcas nem imposta a partir da Galiza administrativa, o mapa editado por NÓS-UP contou com colaboradores e colaboradoras desses territórios, sem cuja inestimável colaboraçom teria sido impossível a sua elaboraçom e publicaçom.
4º. Ao contrário, as instituiçons autonónimicas galegas evitam qualquer iniciativa em relaçom a essas comarcas, privadas do direito à língua e à identidade. A Administraçom autonómica actual continua, como a anterior do PP, presa da visom quadriprovincial espanhola em relaçom à nossa pátria.
5º. A desproporcionada reacçom de instituiçons e meios de comunicaçom castelhano-leoneses, mas também galegos, em relaçom às reivindicaçons relativas à integridade territorial da Galiza, só demonstram o medo à liberdade que sofrem as suas mentes reaccionárias, presas de um espanholismo doentio e essencialista, contrário por princípio a qualquer questionamento democrático do actual statu quo peninsular.
6º. Pola nossa parte, a esquerda independentista nom tem medo à liberdade, e por isso situamos na populaçom de Návia-Eu, Íbias, o Berzo a Cabreira e a Seabra a capacidade de decidir sobre o seu futuro. A nossa organizaçom representa, como se sabe, umha proposta concreta: autodeterminaçom para toda a Galiza e defesa da opçom independentista e socialista como alternativa. Defendemos a construçom de um Estado soberano galego que inclua todas as comarcas galegas e nom só as da actual Comunidade Autónoma; que restitua os direitos lingüísticos, nacionais e sociais de género a todo o nosso povo, e nom só a umha parte.
Estamos convencid@s de que, queira ou nom a reacçom antidemocrática espanhola, a democracia é o futuro para o nosso povo. O mapa comarcal da Galiza que a nossa organizaçom editou é só mais um pequeno contributo no caminho de construçom nacional da Galiza… inteira.
Permanente Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 17 de Outubro de 2006


