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O Partido Popular ataca o debate sobre a territorialidade galega: A Junta da Galiza deve posicionar-se
Nas últimas semanas, diversos meios de comunicaçom, instituiçons e partidos tenhem promovido umha polémica sobre a territorialidade da Galiza, a partir da ediçom de um mapa da Galiza completa por parte da nossa organizaçom. De maneira esquemática, esta foi a seqüência de acontecimentos:
1. Meios de comunicaçom castelhano-leoneses “descobrírom” a publicaçom do mapa editado por NÓS-UP em 2003, pensando que se tratava de umha novidade. Seguiu-se a publicaçom em meios também galegos umha campanha de ataques à visom aberta de umha Galiza mais ampla do que as quatro províncias da Comunidade Autónoma. Umha visom coerente com a que sempre tivo o nosso nacionalismo histórico.
2. Perante o reconhecimento pola nossa organizaçom de que o mapa está a ser distribuído há já muito tempo, a Conselharia da Educaçom da Junta da Galiza fala de “mapa ilegal” e de “persegui-lo” se o detectar nalgum centro de ensino. Graves declaraçons polo seu teor antidemocrático por parte de umha instituiçom pública que quer impor o pensamento único a umha sociedade plural como a galega.
4. Depois de um breve lapso, é o Partido Popular asturiano o que propom que o Governo dessa Comunidade Autónoma apresente queixa perante a Junta da Galiza e proponha ao Parlamento espanhol umha “condena” do mapa editado por NÓS-UP.
O PP, através do presidente da Cámara de Návia, e outras entidades espanholistas asturianas, junto a alguns meios de comunicaçons asturianos como “
NÓS-Unidade Popular considera que chegou o momento de que o Governo autónomo galego se posicione claramente em relaçom a várias questons em relaçom com esta polémica territorial:
a) o Executivo de Peres Tourinho e Quintana deve responder aos ataques da sucursal asturiana do Partido Popular contra o nosso país e contra a liberdade dos habitantes das comarcas galegofalantes sob administraçom asturiana e castelhano-leonesa.
b) o Governo da Junta da Galiza deve dizer se ratifica a acusaçom sobre o carácter “ilegal” do mapa editado por NÓS-UP em 2003 e sobre a suposta “perseguiçom” anunciada recentemente pola Conselharia da Educaçom.
c) da mesma forma, e já por último, reclamamos ao PSOE e ao BNG que esclareçam diante da sociedade galega qual vai ser a sua proposta em relaçom às comarcas do Návia-Eu, Vale de Íbias, o Berço, a Cabreira e a Seabra prevista para a reforma do Estatuto de Autonomia em que as três forças parlamentares se acham envolvidas.
Devemos lembrar que o Estatuto de 1936 recolhia a possibilidade de reintegrar essas comarcas à Galiza, se essa fosse a sua vontade, enquanto o Estatuto de 1981 excluiu essa hipótese. Que fará em relaçom a essa questom o novo Estatuto que BNG, PSOE e PP discutem de costas ao nosso povo?
Consideramos necessário e urgente um esclarecimento do Governo autónomo galego e das forças que o componhem em relaçom a esses três pontos. Caso contrário, deveremos entender que a actual Junta da Galiza, como antes a do PP, despreza os direitos de mais de 180.000 galegas e galegos que nem sequer tenhem reconhecido o seu direito à língua própria.
Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 16 de Novembro de 2006


