Galiza, Sexta-feira 03 de Setembro de 2010
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NÓS-Unidade Popular frente às detençons da Corunha e Vigo

Além de transladarmos a nossa solidariedade às amizades e companheir@s dos detidos e exigirmos o respeito polos seus direitos, alçamos novamente a nossa voz contra a antidemocrática legislaçom antiterrorista vigorante no Estado espanhol, reclamando a sua derrogaçom imediata. Nom podemos deixar de denunciar o papel colaboracionista do BNG com esta estratégia repressiva desenhada a partir de Madrid, representado nas palavras de Anxo Quintana, “congratulando-se” das detençons dos dous activistas galegos e esquecendo-se do direito de presunçom de inocência.

Na manhá do dia 23 de Janeiro, fôrom detidos na Corunha e Vigo respectivamente Carlos Cela Seoane e José Luís Fernandes Rodrigues “Che” numha operaçom que o aparelho repressivo espanhol anunciou ser “contra os GRAPO”. Outras duas pessoas fôrom detidas no marco desta operaçom em Euskal Herria e mais umha em Madrid.

 

Som bastante chocantes estas detençons, anunciadas com um nível de ruído próprio da mais flamígera propaganda de guerra. Sem dúvida disso se trata, pois obviamente o cariz “exemplificador” da operaçom é perfeitamente identificável, tendo em conta a aparatosidade e espectacularidade da operaçom, em louvor de flashes da imprensa.

 

Estas detençons há que situá-las num contexto em que a propaganda do regime utiliza à dissidência para “demonstrar” que a sua cadavérica paz e a sua aferrolhante segurança imperam até a paranoia. É umha demostraçom de força do PSOE que, na sua corrida polo poder no Estado contra o PP, compete na criminalizaçom dos movimentos políticos e sociais anti-sistémicos.

 

Nom podemos deixar de denunciar o papel colaboracionista do BNG com esta estratégia repressiva desenhada a partir de Madrid, representado nas palavras de Anxo Quintana, “congratulando-se” das detençons dos dous activistas galegos e esquecendo-se do direito de presunçom de inocência. Parece que, mais umha vez,  todo vale para que os regionalistas do BNG “tenham mais força em Madrid”.

 

Especial mençom merece o papel dos meios de comunicaçom oficiais, que mesmo incitam nas suas “informaçons” pouco menos que ao linchamento, facilitando os endereços pessoais dos detidos, e dando outras informaçons objectivamente desnecessárias.

 

Além de transladarmos a nossa solidariedade às amizades e companheir@s dos detidos e exigirmos o respeito polos seus direitos, alçamos novamente a nossa voz contra a antidemocrática legislaçom antiterrorista vigorante no Estado espanhol, reclamando a sua derrogaçom imediata.

 

Apoiamos todas as iniciativas públicas de repulsa às detençons e contra a repressom.

 

 

Permanente Nacional de NÓS-Unidade Popular

 

Galiza, 23 de Janeiro de 2008