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NÓS-Unidade Popular considera que o ensino galego continua igual de espanholizado no segundo ano de aplicaçom do novo Decreto educativo
Se alguémtinha dúvidas, o início deste segundo ano lectivocom novo Decreto de ensino confirma o papel subsidiário dogalego, que nom só continua longe de se converter na línguaveicular, nom chegando a cumprir, em muitos casos, nem os mínimosestabelecidos sobre o seu uso polo professorado nas matériasmarcadas no novo texto legal em vigor.
NÓS-Unidade Popular, que em Março de 2007 apresentou um texto analítico do novo Decreto e das suas carências, indicou na altura que, apesar dos inegáveis avanços quantitativos na presença do galego, nomeadamente no número de horas lectivas, nom suporia um avanço qualitativo para o nosso idioma no ensino. O motivo era – é – que mantém os mecanismos de dominaçom do espanhol como língua principal nos diversos níveis do ámbito educativo galego através de várias renúncias:-Renuncia a qualquer programa de imersom como os aplicados por outras administraçons autonómicas (nomeadamente a catalá e a basca);
-Renuncia também a um sistema de modelos de diferente perfil lingüístico, como os da Comunidade Autónoma Basca ou o País Valenciano;
-Renuncia, em definitivo, a dar ao galego estatuto de língua veicular principal.
A falta de um roteiro com medidas concretas fai com que a suposta avaliaçom anual do desenvolvimento do Decreto tenha sido “esquecida” pola Administraçom, o que junto à inexistência de novidades na necessária fiscalizaçom por parte da inspecçom educativa em relaçom ao decreto anterior, explica que os incumprimentos e inércias espanholizadoras continuem a funcionar nos centros de ensino galegos.
Há que lembrar que NÓS-Unidade Popular nom foi a única entidade a questionar as potencialidades do novo Decreto. Outras como a Nova Escola Galega afirmárom na altura da aprovaçom do mesmo que "seriam necessárias medidas muito mais avançadas e decididas” para mudar o rumo desgaleguizador que segue o ensino na Galiza. Infelizmente, neste segundo ano de aplicaçom do novo texto legal, nengumha das afirmaçons críticas feitas entom perdeu vigência.
Como pano de fundo para o sistema educativo espanholizante actual, erige-se o ‘culto ao bilingüismo’ que o actual governo daJunta mantém, em linha com a política do Partido Popular na matéria, e que foi plasmado no também incumprido Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega assinado polas três forças parlamentares em 2004.
Da mesma forma, continua a ser desprezada a inclusom do portuguêse da cultura lusófona como apoio para a normalizaçom do galego, permitindo o acesso à cultura universal sem passar polo filtro do espanhol.
Portodo o anterior, NÓS-Unidade Popular reafirma-se na reclamaçom de um novo quadro legal que rompa com o falaz ‘bilingüismo equilibrado’ e reconheça, com todas as conseqüências, o galego como primeira língua da Galiza.
Galiza, 24 de Setembro de 2008
Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular


