Galiza, Terça-feira 09 de Fevereiro de 2010
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Meia centena de pessoas mobiliza-se contra o terrorismo sionista em Ponte Areias

Passadas às 12h da manhá do dia 3 de Janeiro, decorreu concentraçom em Ponte Areias em Solidariedade com Palestina. O acto convocado em regime de autoconvocatória contou com a paticipaçom de meia centena de pessoas de diversos colectivos e organizaçons políticas da Comarca, principalmente de Ponte Areias e Salvaterra.
Passadas às 12h da manhá do dia 3 de Janeiro, decorreu concentraçom em Ponte Areias em Solidariedade com Palestina. O acto convocado em regime de autoconvocatória contou com a paticipaçom de meia centena de pessoas de diversos colectivos e organizaçons políticas da Comarca, principalmente de Ponte Areias e Salvaterra.
 
Cabe destacar a ausência do BNG que optou por fazer ouvidos moucos à necessidade de dar umha resposta o mais ampla possível ao genocidío que o Sionismo está a aplicar contra o Povo Palestiniano. No entanto, NÓS-Unidade Popular sim estivo presente na concentraçom de Vigo no dia anterior, sendo esta claramente partidista, demonstrando assim mais umha vez que nós sim sabemos deixar de lado as diferenças quando a situaçom requer respostas amplas, plurais e sem fisuras. Se calhar, a co-governabilidade da Junta da Galiza com o PSOE e abrigar no seu seio à Associaçom de Amigos de Israel condicionam o seu agir.
 
As principais palavras de ordem fôrom: Solidariedade com a Palestina, Galiza-Palestina Solidariedade, Palestina Vencerá, o sionismo é o terrorismo...
 
A concentraçom saiu em manifestaçom polas ruas de Ponte Areias para voltar novamente à Cámara Municipal, onde se deu leitura ao comunicado das entidades promotoras do acto que reproduzimos a continuaçom, e ficando também aberta a porta a novas convocatórias:
 
Galiza com Palestina

STOP terrorismo sionista

 O actual ataque sionista contra a Palestina nem pode ser justificado nem pode ser aceitado com resignaçom. A brutal operaçom do colonialismo israelita contra Gaza já tem provocado mais de quinhentas vítimas e a destruiçom de dúzias de prédios, instalaçons civis e infraestruturas. 

O massacre nom é nada novo. Forma parte da trajectória de um estado terrorista que nom renuncia a impor o seu projecto imperialista expulsando ao povo palestiniano do seu legítimo território. Mas agora, a actual operaçom em marcha -contrariamente ao que insistem em difundir os meios, nom é contra o legítimo direito de autodefesa palestiniana- está condicionada polas chaves da política interna de Israel: eleiçons em Fevereiro. Mas também para demonstrar que a sua brutal maquinária militar já tem superada a derrota frente a Hizbullah no Verao de 2006 no Líbano, e possui poder para dissuadir ao Irám. 

O povo galego nom pode ficar impassíval perante tanta brutalidade. É hora de reagirmos, de sairmos às ruas a denunciar este genocídio, este holocausto perfeitamente planificado. 

Resulta indignante que enquanto vemos aumentar os cadáveres de crianças, mulheres e homens na Faixa de Gaza, sob fogo aéreo de um dos maiores exércitos do mundo contra um povo que carece de força militar regular, os porta-vozes do imperialismo ianque continuam a culpabilizar as vítimas polo seu próprio aniquilamento. 

Nom podemos cair na resignaçom paralisante perante tanta hipocrisia e cinismo. Os mesmos que se enchem a boca falando de paz e amor no natal som os mesmos governos, meios de comunicaçom e instituiçons que optam por repartir a responsabilidade a partes iguais entre quem pom @s mort@s contad@s por centenas e quem aplica, com esse resultado, a campanha planificada de extermínio dirigida contra todo um povo. A mensagem e o objectivo final som claros: abandonar as terras que o sionismo quer ocupar de vez ou morrer. 

Galiza tem que apoiar sem reservas a esse mais de milhom e meio de seres humanos condenados ao terror e atrapados sem saída numha situaçom de colapso sanitário no meio de um ataque militar sem defesa possível. 

Aqui há um Estado agressor e um povo agredido. Nom podemos consentir sessenta anos mais de terrorismo sionista. Nom podemos permitir o incumprimento e permanente violaçom das resoluçons internacionais por parte de Israel.

Devemos exigir ao governo espanhol e ao da Junta da Galiza que condene sem paliativos o terrorismo sionista e solicite um alto o fogo imediato. 

O povo palestiniano já exerceu o seu directo de autodeterminaçom. Quer viver na sua terra, construir um estado independente, soberano e em paz. Nós apoiamo-los!  

Viva Palestina livre!

Viva a luita do povo palestiniano!

 
Condado, 3 de Janeiro de 2009