::Comunicados
NÓS-Unidade Popular denuncia a tentativa de anulaçom da candidatura da Iniciativa Internacionalista às Eleiçons europeias
O processo mediático e político vivido desde que foi apresentada a lista da Iniciativa Internacionalista às eleiçons do próximo 7 de Junho é mais umha mostra da progressiva deterioraçom da em si mesma baixa qualidade democrática do regime espanhol actual.
A perseguiçom institucional das ideias terá avançado a umha nova fase se finalmente se confirma esse pedido de ilegalizaçom da referida candidatura por parte do Governo espanhol, em resposta à pressom mediática da extrema-direita. Com efeito, se alguém pensava realmente que era a violência política existente em Euskal Herria o único motivo que levava os governos espanhóis a ilegalizar entidades políticas e sociais situadas à esquerda do sistema, todo indica que o governo presidido por Zapatero vai confirmar que isso nom era, nom é assim.
A falácia do “todo é ETA” chega agora a militantes e activistas sociais de todo o Estado espanhol, incluídos vários galegos e galegas, que fam parte de umha lista que nem sequer conta com nengum candidato ou candidata nascida no País Basco. A suposta simpatia da candidatura polos direitos dos povos oprimidos da Península e a posiçom declaradamente anticapitalista parecem suficiente prova para a sua classificaçom como “filoterrorista”, pondo de manifesto o carácter inquisitorial e liberticida do Estado espanhol, e a submissom colaboracionista dos principais meios de comunicaçom e dos partidos que sustentam o regime nascido a partir da reforma do franquismo.
Apesar de nom termos aderido a essa candidatura, NÓS-Unidade Popular nom quer deixar de denunciar a perseguiçom política que está a sofrer a Iniciativa Internacionalista. Consideramos que os companheiros e as companheiras dessa lista tenhem todo o direito a apresentar candidatura e expressamos a nossa solidariedade com todos e cada um dos e das integrantes na lista, especialmente com os galegos e as galegas que participam na mesma.
Esperamos também que todas as organizaçons políticas galegas autodenominadas democráticas manifestem com igual firmeza a denúncia contra este ataque a direitos fundamentais como a participaçom política, a liberdade ideológica e de expressom.
Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 14 de Maio de 2009


