Galiza, Sexta-feira 03 de Setembro de 2010
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Porque NÓS-Unidade Popular abandona a plataforma lingüística montada pola Mesa-UPG

Diante da possível manipulaçom a que habitualmente recorre o sector maioritário na dirigência do BNG para justificar as suas posiçons sectárias e excludentes, NÓS-Unidade Popular quer fazer pública a sua posiçom em relaçom à tentativa de constituiçom de umha finalmente gorada plataforma normalizadora ampla, democrática e nom partidarista.

Diante da possível manipulaçom a que habitualmente recorre o sector maioritário na dirigência do BNG para justificar as suas posiçons sectárias e excludentes, NÓS-Unidade Popular quer fazer pública a sua posiçom em relaçom à tentativa de constituiçom de umha finalmente gorada plataforma normalizadora ampla, democrática e nom partidarista.

A proposta de umha plataforma normalizadora abrangente, assim apresentada pola Mesa pola Normalización Lingüística há duas semanas, partiu de umha convocatória no dia 7 de Julho à qual assistírom por volta de 40 entidades mui diversas e umhas 100 pessoas representantes das mesmas ou participantes a nível individual. Umha parte do reintegracionismo estivo representada e participou activamente desde o primeiro momento, incluída a esquerda independentista e a própria NÓS-UP.

Apesar das boas palavras iniciais, desde o primeiro momento se detectou um evidente afám controleiro por parte dos representantes da Mesa-UPG nessa primeira reuniom. A posiçom de NÓS-Unidade Popular foi mui clara desde o primeiro momento: a Mesa devia renunciar a qualquer tutelagem da iniciativa, que deveria ser horizontal, democrática e participativa.

Desde esse primeiro momento, ficou claro que havia dous modelos em confronto: os representantes da Mesa-UPG propugérom umha plataforma de pago em que as entidades decidissem em funçom da sua capacidade económica. Assim de claro foi explicado polo porta-voz da Mesa, Carlos Calhom, na primeira reuniom diante de umha centena de pessoas que o escuitárom atónitas.

Para além disso, os representantes dos organismos dirigidos pola UPG presentes tentárom em todo o momento evitar qualquer debate sobre o carácter da plataforma, teimando em centrar toda a actividade numha Iniciativa Legislativa Popular que também eles apresentariam de maneira unilateral.

A insistência de um sector importante das pessoas e entidades presentes provocou que fosse convocada umha segunda assembleia, que decorreu no dia 14 de Julho, onde se dirimiria o carácter da plataforma.

Assim foi. Na segunda reuniom, com a ausência de entidades e pessoas que sim tinham estado na assembleia anterior, a participaçom foi já de só 65 pessoas. A UPG protagonizou um assalto através de siglas culturais fantasmas, representadas em muitos casos directamente por cargos públicos do BNG. Os sectores nom ligados à UPG, em minoria, defendemos umha plataforma plural, aberta e democrática, através de umha série de emendas a um texto base apresentado pola Mesa, que estabelecia, entre outras cousas:

1. que para fazer parte da Plataforma haveria que pagar quotas anuais de 2.500 euros (entidades nacionais) ou 100 euros (entidades locais);

2. que as entidades locais nom poderiam integrar o organismo de direcçom da plataforma;

3. que a direcçom central decidiria qualquer actuaçom comarcal e mesmo que porta-vozes poderia falar publicamente em cada comarca.

Numha mostra do talante dos promotores, nengumha das emendas apresentadas pola oposiçom, nomeadamente por NÓS-Unidade Popular, ao modelo da UPG foi aprovada. Todas fôrom rejeitadas com os 40 votos dos numerosos liberados, burocratas sindicais, deputadas, cargos públicos e militantes da UPG presentes na sala.

Diante da evidência do carácter sectário, fechado e elitista da plataforma aprovada, nove entidades culturais, lingüísticas, de AMPAS e políticas presentes na assembleia, entre elas NÓS-Unidade Popular, optamos por abandonar a assembleia. Apesar da diversidade dos colectivos que abandonamos, houvo umha coincidência elementar na defesa de uns mínimos democráticos inexistentes no modelo imposto pola UPG, que, mais umha vez, montou a sua plataforma ao serviço exclusivo dos seus interesses institucionais.

Poucas pessoas se verám já surpreendidas polo modo de actuaçom desse grupo de pressom com poucos escrúpulos que hoje é a UPG. De facto muitos colectivos e pessoas já evitárom participar desde o início ou abandonárom depois da primeira reuniom, conhecendo os limites da convocatória.

Pola nossa parte, achamos que a esquerda independentista devia responder de maneira positiva e construtiva a qualquer proposta lançada para defender o idioma e fazer frente à ofensiva lingüicida do Partido Popular, mesmo a risco de bater com a realidade do sectarismo e o dirigismo que caracteriza a maioria dirigente do BNG.

Mais umha vez, a defesa da língua sai derrotada nesta nova tentativa frustrada de unidade em defesa do idioma nacional. Porém, a unidade mais ampla possível em defesa do idioma da Galiza continuará a ser a nossa aposta no imediato futuro.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza,16 de Julho de 2009