::Corunha
Perante o traslado da estátua de Millán Astray ao Museu Militar
NÓS-Unidade Popular celebra que a estátua de Millán Astray já nom presida a praça que também leva o nome do ex -ministro franquista e fundador da Legión Española, mas critica a maneira semi-clandestina na que se produziu a retirada daquela estátua e continua a defender que a soluiçom mais satisfactória para esse elemento mobiliário (do que cumpre recordar que nom é um monumento, já que nom está catalogado como tal) é a sua fundiçom para construir outra estátua que homenageie a algum vulto da luita anti-fascista. Por apontar algum candidato a tal homenagem, de umha maneira aleatória e nom sectária, poderiamos falar dos comunistas José Ramom Gomes Gaioso ou Manolo Velho, ou o anarquista Benigno Andrade “Foucelhas”.
O problema dos símbolos franquistas nom é apenas a sua ubicaçom, é também o que representam. A sua exposiçom pública legitima aquilo que representarom ou figerom persoeiros da catadura de Millán Astray e dá pé a que se produzam manifestaçons de nostálgicos do franquismo nos seus lugares de ubicaçom. No caso da estátua de Millán Astray, ficam fora de lugar as argumentaçons a favor da permanência de tal elemento no espaço que veu ocupando até há pouco, apoiadas em que nom se trata de umha estátua que homenagee ao militar espanhol pola sua participaçom na sublevaçom militar ou na repressom, mas apenas enquanto que fundador da Legión. Naturalmente, é indisociável o persoeiro da sua trajectória vital, além de que a Legión como corpo militar tem umha história bem sanguenta desde a sua fundaçom, que se estende até os nossos dias, participando em guerras imperialistas ao serviço dos USA e as grandes potências europeias. Portanto, nem pretendendo substraer a história do corpo militar fundado por Millán Astray da história mais negra do fascismo espanhol (cousa que aliás é impossível) nos parece justificável desde umha óptica sequer democrática e progressista que essa estátua ou qualquer outra presida umha praça pola que transitar o público, ainda que for só por homenagear à Legión.
Por último, emprazamos ao actual governo municipal a que acelere a aplicaçom da Lei de Memória Histórica, e que o faga de maneira diligente, transparente e honrada, sem soluiçons batoteiras ou extravagantes.


