Galiza, Quinta-feira 23 de Maio de 2013
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Polo saneamento e recuperaçom da ria do Burgo

O avanço dos lodos tóxicos teria consequências sanitárias graves, para além das conseqüências económicas do colectivo economicamente mais afectado por esta situaçom, que som @s mariscadores e mariscadoras, já que nessa área está sediada a praia de Santa Cristina, umha das mais populosas da comarca., e, justo frente com frente, a praia dos Castros.

Depois das últimas declaraçons a respeito das futuras actuaçons do governo do estado espanhol na Ria do Burgo por parte da ministra Elena Salgado, quem dixo que o compromisso do governo espanhol com a Ria do Burgo ficava patente em cousas concretas, como a depuradora de Bens e  assinalou, aliás, que havia umha verba de trece milhons assignada para o dragado da ria, mas que o primeiro era a retirada de lodos, questom que competeria à Junta, e logo do anúncio das confrarias de mariscadores e mariscadoras de próximas mobilizaçons para Março ou Abril, temos que manifestar o nosso apoio a todas as iniciativas que surgirem desde os movimentos sociais comprometidos com a defesa da ria.

 

Encontramo-nos numha situaçom extrema, na que zonas concretas da ria já tenhem capas de lodos tóxicos que alcançam um grossor de 1,90 metros, e, agora, a ameaça está a piques de se extenderem mais aló da ponte da Passagem, que marcava umha fronteira física entre a área mais contaminada e a que usam @s trabalhadores e trabalhadoras do mar para faenar. O avanço dos lodos tóxicos teria consequências sanitárias graves, para além das conseqüências económicas do colectivo economicamente mais afectado por esta situaçom, que som @s mariscadores e mariscadoras, já que nessa área está sediada a praia de Santa Cristina, umha das mais populosas da comarca., e, justo frente com frente, a praia dos Castros.

 

Há, portanto, outros sectores económicos muito directamente afectados pola situaçom que estamos a viver, mas, o que é mais importante, cada dia se deteriora mais a qualidade de vida d@s vizinh@s que moram à volta da Ria do Burgo, suportando maus odores e também nom podendo disfrutar das águas da zona para o banho.

 

Tal como reclama o colectivo d@s mariscadores e mariscadoras, se o que há é umha questom de competências entrecruzadas num mesmo ámbito de actuaçom, as administraçons implicadas deverám pôr-se de acordo para agir, cada umha por seu turno e na parte que lhe competir, por cima de interesses partidaristas cuja colisom nom temos que pagar @s que moramos nesta zona. Se o problema é de prioridades políticas, haverá que continuar fazendo pressom social para que as administraçons nos tenham em conta e ponham soluiçons já.

 

Em conseqüência, e para que nem caia no esquecimento a Ria do Burgo, nem caia em saco furado toda a luita levada a cabo polos movimentos sociais das povoaçons ribeirás, é o momento da mobilizaçom.

 

RIA DO BURGO SOLUIÇOM, JÁ!!!