Galiza, Sexta-feira 03 de Setembro de 2010
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Querem liquidar o galego por decreto: nom ao decreto do PP!

Isso é o que o novo texto legal apresentado polo PP quer conseguir. Apesar do discurso paternalista que costuma caracterizar os representantes institucionais em relaçom ao galego, o novo decreto supom um passo atrás que aproveita as vantagens objectivas com que joga o espanhol para, em nome da liberdade, assegurar o domínio dessa língua.

Isso é o que o novo texto legal apresentado polo PP quer conseguir. Apesar do discurso paternalista que costuma caracterizar os representantes institucionais em relaçom ao galego, o novo decreto supom um passo atrás que aproveita as vantagens objectivas com que joga o espanhol para, em nome da liberdade, assegurar o domínio dessa língua.

 

Pola nossa parte, NÓS-Unidade Popular criticou no seu dia o decreto do bipartido porque, igual que os restantes quadros legais aprovados desde 1981, nom respondia às necessidade da comunidade lingüística galega, que está a ver como o idioma histórico deste país desaparece da vida real a umha velocidade inédita.

 

A nossa alternativa passava, e passa, por um modelo de ensino em que o galego seja a língua veicular, mediante umha imersom semelhante à que se aplica aos falantes de espanhol em qualquer cidade ou vila espanhola.

 

Porém, o decreto que agora aprova o PP, com o apoio exclusivo de 'Galicia Bilingüe', supom um incremento da pressom legal contra o galego num ámbito estratégico como é o do ensino, reduzindo horas ao galego e apoiando as dinámicas que conduzem para a extensom do uso do espanhol.

 

A galeguizaçom do ensino é imprescindível para o nosso povo. Nom dizemos que só com galeguizar o ensino tivéssemos garantida a plena galeguizaçom, pois sabemos que nom é assim. Dizemos que, espanholizando o ensino, a estratégia global de liquidaçom do galego elimina um dos entraves para esse objectivo histórico do espanholismo.

 

A esquerda independentista fai um apelo à resistência social frente à ofensiva espanholizadora do PP e dos seus acólitos. É necessário continuar a dotar-se de ferramentas de autodefesa lingüística e política, que evitem que o Estado espanhol desarticule de vez o projecto de construçom nacional galego, do qual o idioma é a principal arma de autoconstruçom.

 

Fazermos frente ao espanholismo institucional nom passa, ao contrário do que nestes dias defende o autonomismo ligado ao BNG, por reivindicar o Estatuto de Autonomia e a Lei de Normalizaçom Lingüística. É necessário defendermos umha legislaçom verdadeiramente galeguizadora no quadro de um processo de autodeterminaçom nacional, única possibilidade que nos fica para que a nossa identidade nom seja degolida polo projecto imperialista espanhol.

 

Como sempre afirmamos e praticamos, NÓS-Unidade Popular e o conjunto da esquerda independentista estará pola unidade de acçom de todos os sectores galeguizadores, para deter os ataques à nossa língua e à nossa identidade, protagonizados polo PP ou por qualquer outro agente do espanholismo.

 

O espanholismo nom passará!

Na Galiza, sempre em galego!