Galiza, Wednesday-feira 03 de September de 2014
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NÓS-UP apoia a manifestaçom contra o linchamento mediático a Cuba

NÓS–UP apoia a manifestaçom convocada pola Associaçom de Amizade Galego-Cubana Francisco Villamil, em resposta ao linchamento mediático que está a receber a Revoluçom cubana, ultimamente endurecido com a morte do “dissidente” Orlando Zapata Tamayo, um preso comum elevado por obra e graça da fabulaçom mediática à categoria de mártir da “liberdade”.

NÓS–UP apoia a manifestaçom convocada pola Associaçom de Amizade Galego-Cubana Francisco Villamil, em resposta ao linchamento mediático que está a receber a Revoluçom cubana, ultimamente endurecido com a morte do “dissidente” Orlando Zapata Tamayo, um preso comum elevado por obra e graça da fabulaçom mediática à categoria de mártir da “liberdade”.

 

Os meios de comunicaçom estám a praticar umha guerra psicológica constante contra os amplos sectores da populaçom trabalhadora, da esquerda, da intelectualidade progressista, que vem em Cuba um espelho do que desejariam para a sociedade em que lhes tocou viver, ou em todo caso um modelo legítimo, a força de tergiversar acontecimentos que tenhem lugar em Cuba ou que guardam algumha relaçom com este país e o seu processo revolucionário. Fala-se de repressom férrea e brutal contra a mal chamada dissidência, inclusive negando a evidência das imagens ou escamoteando qualquer comparaçom com situaçons minimamente análogas a este lado do oceano, onde evidentemente o regime político do Estado espanhol e o de qualquer estado europeu sairia malparado do contraste. Também estám a instrumentalizar posicionamentos de reconhecidos artistas cubanos como Silvio Rodríguez ou Pablo Milanés, em sentido crítico com aspectos pontuais, mas sempre em chave de identificaçom com a Revoluçom e os seus princípios, interpretando-os como desmarques pessoais a respeito do “regime”.

 

O caso de Orlando Zapata Tamayo poderia ser comparado com outras situaçons em que se dérom greves de fame por parte de presos políticos no estado espanhol. Desde logo, no caso cubano em nengum momento se violárom os direitos do grevista, nom houvo hospitalizaçons, nem alimentaçons forçadas, nem represálias aos familiares. Em relação às “Damas de branco”, há material suficiente para compararmos como som reprimidas as manifestaçons nestas latitudes, com a maneira de proceder da polícia cubana para despejar protestos deste grupo, ou mesmo com outras actuaçons onde as forças mesmo protegem a quem, apesar do evidente das imagens, os média pretendem fazer aparecer frente à opiniom pública internacional como vítimas de umha cruel repressom. De nom ser pola actuaçom da polícia cubana, ia ser o próprio povo quem se encarregasse de linchar as “Damas de branco”.

 

A imprensa afecta ao capitalismo e os seus editorialistas mais destacados, são irrespeitosos continuamente com Cuba, pontificando inclusive sobre os “mudanças” que presumivelmente ali tenhem que acontecer, naturalmente mudanças direccionadas a adoptar o capitalismo como modelo económico. Por isso cada vez que algum cubano reconhecido internacionalmente pola sua actividade pública fai um comentário crítico sobre alguma questom pontual referente à situaçom política ou económica em Cuba, rapidamente se aproveita para interpretá-lo como um sintoma de dissidência. Ultimamente fala-se muito da presumível apostasia com a Revoluçom de Silvio Rodríguez, mas o que silenciam os mesmos que lhe atribuem esses sintomas de deserçom ao co-fundador da Nova Trova, é que Silvio participou recentemente num macro-evento que reuniu dúzias de artistas cubanos (Concierto por la Patria) e no qual ele mesmo se encarregou de ler um manifesto em forma de formulário onde se perguntavam cousas tam interessantes como “por que um líder no Norte é líder, e na América Latina é caudilho?” ou “Se alguém se declarar em greve de fame contra o bloqueio a Cuba, também ia apoiá-lo o grupo PRISA?”

 

Exigimos respeito com a Revoluçom Cubana e nom transigimos que se fale de violaçons dos direitos humanos quando se trata de que a justiça cubana faga valer o seu peso frente a elementos que claramente recebem dinheiro da administraçom estado-unidense para desestabilizar o país e derrocar o governo legítimo. Esse tipo de actividades estám penadas em qualquer parte do mundo, e é claro que o governo legítimo e as instituiçons legítimas de um país soberano como Cuba, nom tenhem também porquê deixar de punir quem se dedica a subverter a legalidade revolucionária sob o auspício indissimulado dos EUA.

 

Frente a esta situaçom de ataques mediáticos abusivos, orquestrados dos mais potentes empórios da comunicaçom, queremos expressar o nosso apoio inequívoco à Revoluçom Cubana, frente os ataques das direitas de todas as cores, do imperialismo, e até de certa esquerda desnorteada que confunde espírito crítico com oportunismo irresponsável. Sabem que a queda de Cuba é a pedra de toque para frustrar qualquer esperança revolucionária em América Latina e um duro golpe para os movimentos revolucionários no mundo. Por isso a ferocidade dos seus ataques, para minar a imensa rede de apoio que Cuba tem no mundo. O dia 18 temos que estar em Compostela, para demonstrarmos que Cuba nom está só.