Galiza, Sábado 18 de Maio de 2013
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::Comunicados

Mais um assassinato: Matilde Vasques Ramalhal

Pouco mais que dizer que o já exprimido nos incontáveis comunicados que nos vemos na obrigaçom de emitir cada vez que há um assassinato machista. Estamos fartas de denunciar sempre a mesma falta de soluçons e a mesma falta de interesse real para a aplicaçom de mecanismos efetivos contra a violência machista nas suas múltiplas manifestaçons.

No dia de hoje, Matilde Vasques Ramalhal foi brutalmente assassinada polo seu ex-companheiro, Lino Botana, na paróquia de Tabeaio, no município de Carral.

Pouco mais que dizer que o já exprimido nos incontáveis comunicados que nos vemos na obrigaçom de emitir cada vez que há um assassinato machista. Estamos fartas de denunciar sempre a mesma falta de soluçons e a mesma falta de interesse real para a aplicaçom de mecanismos efetivos contra a violência machista nas suas múltiplas manifestaçons.

Mais umha vez, umha mulher foi assassinada por pretender exercer o seu direito à independência, pois Matilde morreu após decidir acabar a sua relaçom com o assassino. As mulheres seguimos a ser consideradas propriedades dos homens e punidas por nos negarmos a sê-lo. As inaceitáveis declaraçons do presidente da cámara da vila mostram a permissividade social que continua a existir perante a violência machista, pois emprega como atenuantes do acontecido que o assassino "estava no desemprego e bebia".

Insistimos novamente em que o sistema capitalista e o regime jurídico-político que padecemos nom tem capacidade (nem há vontade política de parte dos indivíduos que o gerem) de acabar com a violência machista. Mas, sendo conscientes disso, chamamos à unidade das mulheres trabalhadoras para pressionarem as administraçons no sentido de pôr meios para umha assistência e assessoramento minimamente dignos, mas sobretodo, para adotar mecanismos urgentes de prevençom e educaçom.

Encorajamos mais umha vez à sororidade e à irmandade de classe para derrubar a opressom patriarcal, pedra angular de um sistema que explora a imensa maioria da humanidade.

Galiza, 12 de dezembro de 2011