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AMI e BRIGA chamam à juventude galega de esquerdas votar em NÓS-Unidade Popular o próximo domingo
AMI
Reunido o Conselho Nacional da Assembleia da Mocidade Independentista na cidade de Compostela em 12 de Junho e a escassos dias das eleiçons autonómicas , quer manifestar:
1.- A luita da AMI é aquela luita que está na rua, ao lado da mocidade que mais sofre os embates do colonialismo espanhol. É por isto mesmo que estamos cert@s de que a liberdade do nosso país e a superaçom do seu actual submetimento ( objectivo polo qual nos organizamos) nom depende em exclusiva de umhas eleiçons. Elas nom representam mais do que a face bonita e pretendidamente "democrática" que as elites dominantes manejam para assegurar sua continuidade no poder. No nosso caso em particular, legitimar desde as nossas posiçons o marco jurídico-político espanhol que impede a nossa independência nacional e aceitar as suas regras de jogo som objectivos de primeira orde para a mal chamada "festa da democracia".
Construir país é criar consciência, massa social oposta ao estado espanhol e disposta a combater contra o mesmo. Lograr umha sociedade galega paralela e nom submetida ao seu sistema eleitoral, rebelde e decidida perante a repressom, som os nossos objectivos. Socializar a nossa alternativa, pondo a mesma a disposiçom da mocidade mais combativa, será possível desde a criaçom de amplos espaços plurais e abertos desde os que avançar no nosso caminho. A dia de hoje, estes espaços desde os que construir país tenhem a sua expressom mais acabada nos locais sociais e as associaçons culturais que no seu seio, e sempre desde umha chave nacional e de esquerdas, tenhem cabimento.
Porém, achamos que as eleiçons podem ser usadas como mais umha ferramenta para socializar e pôr em andamento os nossos eixos de intervençom. Embora nom de jeito prioritário como dizemos, si podemos aproveitar a conjuntura eleitoral para fazer chegar à sociedade galega o facto de o independetismo contar com projecto próprio e com gente que luita por ele. Nom abandonando em nengum caso as ferramentas das que antes falamos e os espaços em que trabalhar, devemos e podemos desde a madurez e o compromisso que nos tem que caracterizar atender com sucesso a ambos campos de intervençom.
2.- Sabemos da impossibilidade de apresentar, finalmente, umha candidatura conjunta independentista. Para nós seria desejável que assi tivesse acontecido, mas afinal o panorama que manejamos agora mesmo é um outro bem diferente.
Nom acreditamos em que a FPG mereça o voto nesta ocasiom da mocidade independentista. O afrouxamento das suas linhas estratégicas e programáticas é um dos motivos. Umha das legendas empregadas para concorrer nas eleiçons ( "Ferrín e Abalo ao parlamento!") nom deixa de fazer notar a clara vontade eleitoralista da mesma. Ao tempo, nom gostamos da porta que deixam aberta para pactar com partidos políticos espanhóis ( o exemplo catalám pom-se como paradigmático) , assegurando ser este o passo prévio a mudanças políticas de mais calado e verdadeiramente transformadoras para o país.
A campanha que mais se ajusta aos nossos parámetros é a apresentada por Nós-UP. Os seus eixos programáticos som assumíveis e compartilhados na sua essência por nós, polo que achamos que nesta ocasiom merece o nosso voto. Nom queremos dizer com isto que da Assembleia fagamos nossa a linha política e todo o jeito de agir de Nós-UP. Apenas queremos exprimir que a nossa organizaçom, nesta ocasiom, valorou a campanha deste partido político como a opçom mais razoável dentro da conjuntura em que nos inserimos.
3.- Gostaríamos, finalmente, de chamar a atençom a respeito do voto útil. Ele impregna nestes momentos a totalidade da prática eleitoral e mediática levada avante polos partidos políticos susceptíveis de atingir o governo e botar (nunca melhor dito) a Fraga Iribarne da Junta. Sabemos que voto potencialmente independentista e combativo é objectivo deste discurso que pretende, comovendo e através de palavras subentendidas, culpar e acusar das próprias derrotas eleitorais a sectores da cidadania galega que mantenhem com coragem as suas posiçons. Um hipotético governo PSOE-BNG na Galiza nom será nem água de Maio nem pam para fament@. Falamos antes de estratégias para construir país e avançar com o que temos sem complexos, sendo conscientes que há de ser o único jeito para conseguir a Galiza livre que desejamos. Os partidos políticos que fam apologia do voto útil apresentam-nos sem ambagens nem nengum tipo de vergonha umha mentira que nós temos de delatar. Nem uns nem outros luitam pola real superaçom do actual marco espanhol em que nos inserimos. É dizer, nom apresentam alternativas limpas e verdadeiramente efectivas para solucionar os problemas da Galiza e da sua mocidade. O combate contra o capitalismo selvagem que sofremos e a luita pola nossa independência é a única legenda que tem de estar acompanhando sem pausa o caminho que devemos percorrer.
Conselho Nacional da Assembleia da Mocidade Independentista
Galiza, 12 de Junho de 2005
BRIGA
BRIGA FAI UM CHAMADO A VOTAR 19-J NA CANDIDATURA DE NÓS-UP
Com a aproximaçom das eleiçons de 19 de Julho ao Parlamento da CAG galega, diversos partidos políticos, nomeadamente o PSOE e o BNG, tenhem criado apoiando-se nos meios de comunicaçom de massas umha falsa expectativa de mudança. Neste contexto, vende-se a queda do PP do Governo da Junta como o objectivo a atingir, esgrimindo a necessidade de exercer o manido "voto útil" para chimpar o fascista Fraga Iribarne do trono que leva ocupando desde há décadas. Difunde-se a errónea ideia de que o Governo do PSOE, ou coligaçons deste com o autonomismo, vam permitir a tam aguardada mudança.
Esta estratégia é umha armadilha para ingénu@s. A mudança no Governo da CAG só reflectiria a alternáncia política bipartidista que rege a democracia espanhola, que nom esconde mais do que diferenças superficiais de duas forças políticas que nom estám dispostas à disgregaçom desse mercado que é Espanha. O PSOE está a demonstrar com umha vaga repressiva que nom se viviu nem nos tempos de Aznar que as diferenças entre estes partidos só estám nos meios de comunicaçom, nas fotos de jornais e nos debates de salom, para criar umha falsa sensaçom de democracia, de existência de diferentes alternativas políticas que na realidade som umha só.
Enquanto o autonomismo trata de tirar talhada de todo isto, subindo ao carro do espanholismo de Tourinho e de ZP, enquanto tenta espantar com a sua verborreia vácua os fantasmas que lhe tiram o sono: Os da claudicaçom, da institucionalizaçom e a assimilaçom polo projecto político espanhol que diziam combater.
Experiências como a de Compostela, umha cidade onde a esquerda independentista é sistematicamente perseguida e criminalizada, onde os julgamentos políticos estám a ordem do dia, falam com clareza de que é o que podemos aguardar dumha coligaçom "progressista" como a do PSOE e o BNG. As condiçons de exploraçom da juventude, de precariedade, de discriminaçom das jovens, de sinistraliedade nom mudárom nada com estes governos autoproclamados de "esquerda".
É por isso que, neste 19 de Julho, há umha única opçom conseqüente, umha única alternativa verdadeira, comprometida com a libertaçom da juventude trabalhadora galega, que assinala os verdadeiros problemas que está a sofrer a Galiza e as suas classes trabalhadoras, e que tem demonstrado a sua solidez como referente para a esquerda independentista e tod@s @s jovens conscientes do actual estado de retrocesso das liberdades e conquistas d@s operári@s. Por todo isto, BRIGA fai um chamado a toda a juventude de esquerdas para votar em NÓS-Unidade Popular como a única opçom possível, como o único voto verdadeiramente útil.


