Galiza, Sexta-feira 03 de Setembro de 2010
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Temos direitos e continuaremos a exercê-los: liberdade e democracia para Galiza

Mais umha vez, o Estado espanhol situa o independentimo galego como inimigo a abater. Mais umha vez, o nosso povo vai demonstrar que as ánsias colectivas de liberdade nacional e justiça social nom podem ser extirpadas.

A jornada repressiva de ontem, saldada com ao menos 10 pessoas detidas em relaçom com a sua actividade política no seio do movimento independentista galego, deve supor um sério motivo de reflexom sobre o lamentável estado de saúde democrática existente no nosso país e o custo que nele pode chegar a ter exercer direitos como a liberdade de expressom ou associaçom. É nesses termos que NÓS-Unidade Popular está a analisar o acontecido ontem em Compostela, Vigo, Ourense e Lugo.

 

Nom é por acaso que as 10 pessoas detidas: Miguel Garcia Nogales, Maria Bagaria Frá, Alexandre Fernandes Ramos, Joám Bagaria Frá, Antom Garcia matos, Maria Osório, Maria Álvares, Paulo Martearena, Hadriám Mosqueira e José Viana, tenhem em comum a sua militáncia independentista e o seu trabalho político organizado em defesa dos direitos nacionais da Galiza. É o livre exercício desses direitos fundamentais, situados muito por cima dos antidemocráticos limites que impom o anémico sistema constitucional espanhol, o que provocou a arbitrária e desproporcionada actuaçom repressiva de um corpo historicamente significado em labores semelhantes, como é a Guarda Civil.

 

É por isso que, em lugar de qualquer consideraçom política em chave partidista, NÓS-Unidade Popular sempre priorizou, e também neste caso vai fazê-lo, a aplicaçom do princípio de solidariedade com aqueles e aquelas que vem espezinhados os seus direitos fundamentais de maneira tam implacável como mostra esta chamada “Operación Castiñeira”. Umha operaçom dirigida, de resto, por um organismo judicial, a Audiência Nacional, alheio à nossa realidade nacional e contrário aos nossos direitos como povo.

 

A nossa solidariedade para com as pessoas detidas e com a AMI como organizaçom galega estende-se também aos centros sociais ocupados e saqueados polo corpo armado espanhol: A Revolta de Vigo, A Esmorga de Ourense e O Pichel de Compostela. A ruidosa irrupçom em dependências de entidades socioculturais como as citadas, comprometidas dia a dia num enorme labor de dignificaçom da nossa língua e a nossa cultura nacionais, quijo situar no alvo repressivo essa actividade associativa de um dos mais sectores mais saudáveis do nosso movimento popular. Porém, temos a convicçom de que o empenho do corpo social que sustenta esses projectos conseguirá superar esta agressom e continuar com o seu imprescindível trabalho de construçom nacional a partir da base, de que a Galiza tanto precisa.

 

Achamos, por último, que o assunto tem a suficiente gravidade para exigirmos um pedido de explicaçons do Governo autonómico às autoridades políticas e judiciais do Estado espanhol, seguido da reclamaçom de que sejam respeitados os direitos das pessoas detidas, a começar pola sua integridade pessoal e, a seguir, polo direito a permanecerem em território galego enfrentando umhas acusaçons que, polo que até agora se sabe, nom passam de campanha difamatória e caça às bruxas. Tal é o que se conclui das típicas “injúrias”, “pintadas”, “associaçom ilícita” e outras etiquetas com que costumam ser construídos processos repressivos de carácter político como este.

 

Mais umha vez, o Estado espanhol situa o independentimo galego como inimigo a abater. Mais umha vez, o nosso povo vai demonstrar que as ánsias colectivas de liberdade nacional e justiça social nom podem ser extirpadas.

 

Stop à repressom espanhola

Liberdade independentistas!

Viva Galiza livre, socialista e nom patriarcal!

Galiza, 15 de Novembro de 2005