Galiza, Terça-feira 09 de Fevereiro de 2010
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Precariedade e pobreza oculta em Bergantinhos e Costa da Morte

Resulta chocante que os grandes debates a nível político-institucional sejam as infra-estruturas ( o choco e aborrecido debate sobre os prazos do AVE, que já parece que andam a brincar com o povo) e o estatuto, tendo sobre a mesa estes dados que afectam tam direitamente às condiçons de vida da populaçom.

 Bergantinhos e a Costa da Morte configuram umha autêntica bolsa de precariedade e pobreza oculta a respeito da CAG. Isto é o que se desprende dos dados revelados  no último inquérito de populaçom activa (EPA), segundo o qual a renda meia anual por habitante nestas duas comarcas está perto do limiar da pobreza, sendo o caso mais extremo o da Cabana de Bergantinhos, com umha renda de 7.567 euros por habitante ao ano, quando o limiar da pobreza está nos 6.000.

 

Também segundo este inquérito, o 55,6% dos contratos som eventuais, percentagem que se eleva consideravelmente no campo do emprego feminino,  com um 62,2%. O mesmo inquérito revela que os índices de desemprego som menores nestas duas comarcas que no resto do país, ainda que fontes sindicais denunciam que tras a agricultura de subsistência,em franco repontamento na zona, agacha-se desemprego nom computado nas estatísticas oficiais. Também se assinala o grave risco de que os índices de desemprego se disparem se finalmente se deslocaliza a factoria da conserveira Calvo, que foi todo um motor de actividade económica até o momento no Carvalho.

 

A precarizaçom laboral na indústria, a brutal reconversom do campo nas últimas décadas e a reconversom do mar dos últimos anos com terrorismo de estado incluído – nom esqueçamos o Prestige- levam a esta situaçom nestas duas comarcas onde o capitalismo ainda nom deu o seu golpe mais fatal. A desindustrializaçom desta regiom pode provocar umha nova aceleraçom do fenómeno migratório já muito acentuado trás o esgotamento dos subsídios do Prestige.

 

Haverá que ver quê pensa fazer a nova Junta da Galiza a respeito destas duas comarcas em pleno processo de desmantelamento sócio-económico e haverá que ver também quê capacidade de resposta tenhem os sindicatos se finalmente se constata que a recuperaçom da zona nom está entre as prioridades do governo autonómico.

 

Resulta chocante que os grandes debates a nível político-institucional sejam as infra-estruturas ( o choco e aborrecido debate sobre os prazos do AVE, que já parece que andam a brincar com o povo) e o estatuto, tendo sobre a mesa estes dados que afectam tam direitamente às condiçons de vida da populaçom.