Galiza, Terça-feira 09 de Fevereiro de 2010
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::Comunicados

Sobre a polémica do AVE

O AVE fai parte da organizaçom em matéria de infraestruturas do capitalismo espanhol, e nom está desenhado para satisfazer as necessidades do povo, nem para favorecer o desenvolvimento económico do País. A priorizaçom das comunicaçons com Madrid responde às necessidades estratégicas da burguresia espanhola.

 

Nos últimos messes, está a elevar-se a tensom no debate sobre o AVE, outra das grandes actuaçons que o Estado tem previstas na Galiza. O último enfrentamento dialéctico a respeito dos prazos de execuçom das obras do AVE produziu-se recentemente no Congresso espanhol dos Deputados, onde o deputado do BNG Francisco Rodrigues tivo umha intervençom acerca do atraso que levam alguns troços em relaçom aos prazos iniciais de finalizaçom.

 

O AVE nom responde ao modelo que NÓS-Unidade Popular defende para os caminhos de ferro galegos. Em NÓS-Unidade Popular, defendemos um comboio social e substentável, que una os principais núcleos de populaçom do nosso país entre si, que sirva como alternativa ao transporte por estrada e que comunique eficientemente o urbano com o rural. Justamente a antítese do AVE, que é um comboio próprio de um modelo elitizante deste meio de transporte, caro, com um forte impacto ambiental e que apenas une as grandes urbes.

 

O AVE fai parte da organizaçom em matéria de infraestruturas do capitalismo espanhol, e nom está desenhado para satisfazer as necessidades do povo, nem para favorecer o desenvolvimento económico do País. A priorizaçom das comunicaçons com Madrid responde às necessidades estratégicas da burguresia espanhola.

 

NÓS-Unidade Popular, frente às linhas oficiais de discurso  neste tema, que apenas se distinguem em matizes quase imperceptíveis, reafirma-se nas reivindicaçons já feitas públicas na tabela das “444 medidas concretas para umha nova política nacional e de esquerdas” no referente aos caminhos de ferro:

 

- Medidas concretas para o desenvolvimento autocentrado e ecologicamente sustentável da euro-regiom, essa imensa área económica configurada pola Galiza e o Norte de Portugal, mediante umha melhoria das comunicaçons por caminho de ferro e estrada.

- Modernizaçom, plena electrificaçom e alargamento dos caminhos de ferro, intercomunicando todas as cidades galegas entre si.

- Iniciar o processo de criaçom de umha empresa nacional de transporte que dote a Galiza de umha companhia de caminhos de ferro e umha rodoviária pública que vertebre e coesione o País.

- Paralisaçom da construçom das vias de alta velocidade, susbtituindo-as por modernas e rápidas ligaçons de dupla via que articulem a Galiza e permitam o acesso directo à Europa.

- Potencializaçom e facilidades para o tráfego de mercadorias por comboio, ligando os principais polígonos, zonas industriais e portos com os principias nós ferroviários.